A fobia social é o segundo diagnóstico mais comum na minha prática clínica. É comum todos sentirmos alguma preocupação ao falarmos com alguma autoridade ou com alguém que não conhecemos, mas aprendemos como lidar com esse desconforto. Já quem não consegue lidar com esse desconforto fica sempre se sentindo avaliada negativamente. É uma preocupação excessiva de como está sendo avaliada, como está andando, falando, como está vestida, a pessoa tem a sensação que todo mundo está reparando nela e o pior, julgando-a da pior maneira possível. Esse quadro vai se tornando tão severo que é comum os pacientes ficarem anos sofrendo trancados dentro da sua própria casa. O que ainda piora o quadro, porque a família passa a ser seu pior pesadelo, lembrado sempre que ela não faz nada para mudar a situação. Os principais sintomas são: Sensação de perda de controle; Sensação de que está ficando louca; Vergonha excessiva; Comportamento de evitação; Sudorese excessiva; Ataques de pânico; Tremor...
O transtorno de ansiedade generalizada é o diagnóstico diferencial de ansiedade mais comum na clínica psicológica. Esse quadro se caracteriza pela preocupação excessiva ou expectativa apreensiva e isso é persistente e pode durar por um longo período de tempo. A pessoa com TAG mal se lembra de quando foi a última vez que não se sentiu desse jeito e muito menos sabe dizer quando isso começou. Qualquer coisa deixa o indivíduo nesse estado de preocupação, até a coisa mais simples, como a visita de uma amiga em sua casa, pode ser um fato gerador de estresse tão grande, que pode fazer a pessoa desistir. Tudo é muito preocupante e a ansiedade do indivíduo é totalmente desproporcional ao fato gerador do estresse. A medida que a doença avança, também avança esse quadro para diversas situações do cotidiano. Primeiro começa com a preocupação de uma visita de uma amiga e vai tomando aos poucos lugar em tudo que a pessoa vai fazer. Aos pouco a pessoa não quer fazer mais nada, somente trancada...