A fobia social é o segundo diagnóstico mais comum na minha prática clínica. É comum todos sentirmos alguma preocupação ao falarmos com alguma autoridade ou com alguém que não conhecemos, mas aprendemos como lidar com esse desconforto.
Já quem não consegue lidar com esse desconforto fica sempre se sentindo avaliada negativamente. É uma preocupação excessiva de como está sendo avaliada, como está andando, falando, como está vestida, a pessoa tem a sensação que todo mundo está reparando nela e o pior, julgando-a da pior maneira possível.
Esse quadro vai se tornando tão severo que é comum os pacientes ficarem anos sofrendo trancados dentro da sua própria casa. O que ainda piora o quadro, porque a família passa a ser seu pior pesadelo, lembrado sempre que ela não faz nada para mudar a situação.
Os principais sintomas são:
- Sensação de perda de controle;
- Sensação de que está ficando louca;
- Vergonha excessiva;
- Comportamento de evitação;
- Sudorese excessiva;
- Ataques de pânico;
- Tremores;
- Palpitações;
- Taquicardia.
O diagnóstico leva em consideração a história de vida do paciente e avaliação clínica para diferencial de outras maneiras que a ansiedade pode se manifestar.
Recomenda-se sempre a busca de ajuda o mais rápido possível, assim que surgem os primeiros sintomas, para que o paciente possa sair o quanto antes dessa situação.
O tratamento dessa condição é feito através de psicoterapia semanal o que requer um grande esforço para o paciente, já que esse não se sente bem ao sair de casa. Por isso muitas vezes no início as pessoas chegam acompanhadas ao consultório nas primeiras sessões.




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